Robótica para crianças por que ensinar?

Criar aplicativos, games e até robôs para ajudar crianças e jovens a desenvolverem raciocínio lógico, criatividade, protagonismo e trabalho em equipe. Isso é o que pretende o ensino de robótica educacional. Cada vez mais usado nas escolas brasileiras, esse tipo de aprendizado se utiliza da estratégia de “learning by doing” (aprender fazendo), e vem de encontro com os principais preceitos da educação 3.0.

Introduzida nas escolas a partir da década de 1960, a robótica chegou às salas de aula graças ao cientista Saymourt Papert, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Nas aulas de robótica para crianças, a ideia é propor ao aluno a construção de um protótipo – experimento investigatório e exploratório -, que possa trazer a resolução para um problema proposto pelo professor ou pelos próprios estudantes. Ou seja, nele o docente deixa de ser o provedor central de informações para se tornar um parceiro no processo de aprendizagem, onde os “pequenos inventores” criam experimentos a partir do resultado dos conceitos discutidos e aprendidos em sala de aula e no cotidiano do grupo. Assim, o ensino de robótica educacional pode ser um meio eficiente de ampliar a forma como o aluno absorve seus conhecimentos, promovendo um aprendizado mais completo e coerente com o mundo contemporâneo.

Além disso, os alunos passam a entender melhor os princípios de grande parte dos equipamentos e tecnologias que usam no seu cotidiano, deixando de ser meros consumidores passivos. “A tecnologia é uma das coisas que mais faz parte do nosso dia a dia, mas que a maioria das pessoas não tem ideia de como funciona e de como criá-la. E os alunos acabam tendo acesso durante as aulas de robótica a esse tipo de informação. Além disso, trabalham para ter mais facilidade para resolução de problemas e ganham maior desenvoltura na língua inglesa e na área de exatas, uma vez que as linguagens de programação são em inglês e é necessário utilizar matemática para programar”, ressalta Marco Giroto, fundador da SuperGeeks & CS Plus, considerada a primeira escola de programação e robótica do Brasil e uma das primeiras do mundo.

No mercado desde 2013, a instituição privada tem cerca de 60 unidades em todo Brasil que atendem alunos entre 5 e 17 anos. Por lá, eles aprendem diferentes abordagens dentro da ciência da computação, sempre através de metodologias ativas, como a gamefication, por exemplo, que usa a linguagem e o mecanismos dos jogos, como pontos, recompensas e desafios, para engajar os alunos e potencializar o aprendizado. Desenvolver competências ligadas ao empreendedorismo também faz parte do foco do trabalho nas unidades da SuperGeeks.

Como aplicar na minha escola?
Em grande parte das escolas, o ensino de robótica educacional ainda é feito de forma extracurricular. Já outras instituições conseguem atrelar a robótica ao estudo de temas dentro de disciplinas específicas, sobretudo em ciências e em matérias na área de exatas. Porém, algumas escolas que conseguem ainda usar esse aprendizado de uma forma mais ampla, e colocá-lo à favor do ensino de línguas, artes e questões sociais.

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